Um chamado para a resiliência!

Estamos em um ponto de virada onde nossa resiliência, ou seja, a nossa capacidade de viver aqui e aí, será testada assim como foi naqueles dias de greve dos caminhoneiros quando a infraestrutura de serviços de transporte do Brasil parou. Todas as cadeias de suprimentos que dependiam deste sistema de distribuição centralizado nas grandes cidades falhou. Faltou tudo que vinha do CEASA: ovo, banana, batata, arroz, desinfetante dentre outros.

Só que desta vez não se trata de uma crise artificial com data para começar e terminar. Passaremos vários meses nesta condição.

Como os mercadistas que alimentam as nossas cidades dependem deste sistema para nos alimentar, é possível antecipar que há risco de desabastecimento.

Como você influencia este quadro

Um dos aspectos mais indesejados deste arranjo logístico centralizado é que ele é frágil e suscetível ao colapso, o que representaria você tendo que migrar para outra cidade para evitar fome e risco à sua segurança.

Porém perceba o mais importante: é você quem está sustentando este monstro!

Quando você se permitiu consumir as coisas que você vem consumindo de maneira não consciente dos seus impactos, comprando alimento muitas vezes com veneno e de baixa qualidade vindo de fora, você enviou os recursos captados aqui para atores de grande porte que vivem em outro lugar, que já dispõem de muito recurso, e deixou os pequenos produtores locais, da sua cidade, descapitalizados e incapazes de agir, se virando como podiam para viver das feiras que muitas pessoas nem frequentam!

Este cenário inviabiliza o adequado estabelecimento da produção local, pois este pequeno produtor tem um concorrente implacável que monopoliza a atenção dos mercadistas da cidade dele.

Eis que agora o sistema centralizado ao qual você dava tanta preferência a partir da sua zona de conforto  vai lhe deixar na mão. E você passou anos deixando o produtor local na mão, desvalorizado.

Consumo local consciente

Estávamos apenas condicionados a viver assim. Portanto não se atenha somente a julgar as pessoas que faziam isto. Este desafio à nossa resiliência habilitará o nosso despertar.

Você pode impactar agora. Você precisa passar a consumir localmente, a conhecer os produtores locais e a apoiá-los, o que significa no mínimo comprar tudo o que for produzido.

Somente assim os produtores locais irão se consolidar e garantir a segurança alimentar de todos. Isto só poderá acontecer se houver uma mudança de consciência sua como consumidor. Você tem que fazer questão de que o seu alimento venha de produtores locais, pois é a partir deles que virá a nossa liberdade em relação a este sistema que produz alimento usando veneno.

O Mercado Comum

O Mercado Comum é uma mídia social colaborativa desenhada com o objetivo de empoderar a sua comunidade local, o que inclui produtores, beneficiadores, transportadores e consumidores articulados com uma solução de logística distribuída capaz de escoar tudo o que for produzido!

Esta versão inicial é um primeiro protótipo do que será no futuro uma tecnologia social robusta capaz de suportar cadeias de valor inteiras.

Manifesto

Nosso Manifesto descreve o acordo social que todos NÓS, integrantes das nossas comunidades, precisamos estabelecer entre NÓS para fortalecer a nossa resiliência neste tempo de crises tão profundas.